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Os quadros a seguir apresentam algumas das principais tipografias adotadas atualmente no mercado. Algumas editoras como a Companhia das letras costumam associar a tipografia a um determinado autor. É uma opção interessante para o designer. Por exemplo, livros escritos por José Saramago serão compostos em Janson Text, já obras escritas por Jorge Luis Borges serão compostas em Walbaum. Isto ajuda a conferir uma identidade visual ao conjunto da obra do autor. A 2AB editora no Rio de Janeiro não segue esta tendência. Até ocorre uma certa predominância de fontes da família Garamond, porém, a Times New Roman, a Egyptian 505, a Egyptian II, a Alien, a Rotis e a Gill Sans também serão usadas, de forma que, neste caso, a escolha da fonte está mais relacionada à fase criacional do autor do que com uma identidade propriamente dita. A 2AB editora é especializada em publicações de autores brasileiros na área do design gráfico e de produto. Fenômeno semelhante irá acontecer com outra editora carioca, a Rio Books, que é especializada em livros de arte em geral, o que irá englobar artistas plásticos, designers e arquitetos brasileiros.

Irei classificar os quadros apresentados na seguinte ordem: Serifadas, com serifa egípcia e sem serifa.

Fontes Serifadas:Editar

Tipo1
Tipo2
Tipo3
Tipo4






























































Observe como não é uma tarefa simples identificar diferenças claras entre a família Garamond e a fonte Aldine, apresentada aqui, logo acima, utilizada pela Arquipélago editorial, uma editora gaúcha, de Porto Alegre, no livro Machado e Borges de Luís Augusto Fischer. Podemos observar sutis variações na forma do erre em caixa baixa, o contorno do O parece ser ligeiramente mais delgado. Porém, em praticamente todo o alfabeto, em especial no E e no A, temos exatamente o mesmo estilo. Ou seja, a Aldine é uma Garamond com nova roupagem, muda-se o nome por questões autorais. A chance de que algo assim tenha acontecido é muito forte.

Tipo5
Tipo6
Tipo7
Tipo8
Tipo9
Tipo91
Tipo92





























































































































Fontes Sem-serifa:Editar

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O designer Gilberto Strunck escolheu esta fonte para os títulos do seu livro Como Criar Identidades Visuais Para Marcas de Sucesso.


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KerningEditar

Segundo Lucy Niemeyer, o kerning é o ajustamento de espaçoshorizontais entre dois caracteres num texto para criar visualmente um espaço aparentemente homogêneo entre todos os tipos. Ou seja, não se trata de termos um espaçamento preciso em uma escala definida, é, na verdade, uma correção ótica sem a qual o espaçamento pareceria desproporcional. Novamente, segundo Niemeyer, a qualidade de uma fonte digital será diretamente proporcional à flexibilidade de seu kerning.

Por exemplo:

Atua1


Observe que o espaçamento real entre todas as letras é o mesmo, porém, a relação da geometria da letra A com a letra T forma um vão que, oticamente, faz o A parecer mais deslocado do T do que de fato é. O mesmo ocorre para a relação entre a letre U e a letra A e entre o conjunto C, A e O. De forma que seria interessante corrigirmos o kerning para cada uma destas situações, de forma a melhorar a apresentação óptica:

Atua




Este tipo de ajuste é preferencial em títulos de texto ou em chamadas de matérias em revistas e em jornais.

TrackingEditar

O Tracking – é o controle do espaçamento entre palavras ou blocos de texto. O tracking não é indicado para o uso em fontes com corpos pequenos, inferiores a 8, porém é útil quando ocorrem viúvas de parágrafo:

Track


Observe agora o mesmo parágrafo com o ajuste do tracking:

Trac2


EntrelinhaEditar

A Entre linha – A entre linha é a distância entre a linha de base de uma linha de texto até o topo da linha de texto seguinte. Paterson e Tinker (apud Hartley e Burnhill, 1978) para a maior parte das aplicações, a entre linha ideal não deverá ser menor do que 125% do corpo de letra do texto. Ou seja, se o designer tiver escolhido um corpo de letra de 11 pontos, deverá escolher uma entre linha de 14 pontos, ou 11/14. Em legendas e em notas, onde tem-se a aplicação de textos curtos é admissível o uso de entre linhas menores e até de paridade por exemplo 9/9 (fonte com corpo 9 e ente linha com corpo 9).


Elaborado pelo prof. André Furtado – Departamento de Expressão Gráfica – UFRGS - 2009