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O Jornal é um veículo de informação relativamente recente, porém revolucionário como ferramenta dinâmica de fonte de conhecimento, integração cultural, propaganda e entretenimento.

Durante o século XVII, teve um papel fundamental (junto com o café) em impulsionar revoluções técnicas, científicas e culturais que transformaram o mundo europeu e todo o mundo ocidental na Idade Moderna.

A Europa encontrava-se em plena era de mini-glaciação em fins da Idade Média, passando por regimes de invernos rigorosos e verões de degelo avassaladores, que provocavam enchentes por toda a parte. A agricultura era rara, o pouco que se importava apodrecia, as estreitas ruas medievais alagadas formavam o celeiro para que se espalhasse a peste negra. A cerveja, o uísque, o vinho e a vodca eram as únicas formas de se tomar água potável em toda a embriagada Europa.

O café foi introduzido em Veneza, em 1570 e lentamente se espalhou. Em 1652, chegou à Inglaterra. As cafeterias de então, diferenciavam-se em oposição às tabernas medievais. Ali, havia o café, um energético, servido com água fervida. E junto com o café, o jornal. Uma vez sóbrio, o cidadão tinha condições de pensar, refletir, ler o jornal e assim, ter sua própria visão de mundo. As cafeterias passaram a ser conhecidas como “universidades do café”. E por mais incrível que possa parecer, com uma xícara de café em uma mão e um caderno de jornal na outra, surgia o iluminismo, depois, a revolução industrial, a revolução francesa a independência norte-americana e mais tarde, por aqui: a inconfidência mineira, os abolicionistas e a revolução farroupilha.

Durante quase todo o tempo de sua fase inicial, a única função do profissional jornalista era escrever seu próprio jornal. Com o tempo, vieram os novelistas e colunistas, já em fins do século XVIII, e desde o início do século XIX, grandes escritores e pensadores imprimiam ali sua crítica ao mundo de então. O jornal passou a ser o grande palco para as vozes (entre tantas outras) de Gustave Flaubert (Madame Bovary), Oscar Wilde, Fernando Pessoa, José de Alencar, Castro Alves, Machado de Assis e Euclides da Cunha, provavelmente o primeiro correspondente de guerra brasileiro, cobrindo a Guerra dos Canudos.

É verdade que estes, entre tantos outros pensadores tiveram seu espaço garantido no jornal, mas a função era apenas econômica. Os romances e as novelas ali impressas aumentavam (e muito) o público consumidor. Assim, mocinhas prendadas do século XIX, que nada sabiam de política ou de economia, também consumiam o jornal diário, acompanhando cada capítulo de suas novelas prediletas.Pertence ao século XIX também o surgimento da ácida crítica dos cartunistas.

A grande força do jornal é que ele foi a primeira tecnologia complexa porém, muito barata, para a informação das massas. Durante quase toda a sua história, bastou-se imprimir com tinta preta o chamado papel jornal e estava pronto este versátil e descartável veículo de informação.

Mas nem sempre o jornal teve um papel glorioso. Também serviu a disputas políticas pessoais trágicas e covardes no mundo todo e no Brasil, como foi o caso de Júlio de Castilhos e Gaspar Martins, dois grandes políticos gaúchos do final do século XIX. Um era republicano, o outro parlamentarista. Mediram forças provocando uma sangrenta revolução federalista onde não raro, o espírito revanchista instalado resultava na prática da degola, onde gaúchos matavam gaúchos com toda a crueldade possível. Nesta época, o principal meio de propaganda era o jornal. Assim foi também em todo o século XX, onde a mentira disfarçada de verdade ajudou a propagar, através do jornal, a guerra, o racismo, a ignorância e a ascensão de tiranias.

Quanto a cor, o primeiro jornal brasileiro a utilizar cor em suas impressões foi o jornal carioca Última Hora, que empregava a cor azul em seu logo. Porém, o uso de fotos coloridas propriamente ditas só teve início na década de noventa do século XX. Inicialmente apenas na capa dos jornais e aos poucos a novidade foi se espalhando pelos demais cadernos.

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