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Hoje em dia, designamos livro como “um volume transportável, composto por, pelo menos, 49 páginas, sem contaras capas, encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária(ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, cientí co ou outro” (UNESCO), no entanto,nem sempre foi assim.Na civilização mais antiga da Humanidade, a Suméria, o livro era um tijolo de barro cozido, argila ou pedra, com textosgravados ou cunhados. Esse tipo de escrita é datado de 3500 anos A.C. e é o primeiro registro humano de escrita.

A evolução deste registro deu-se no Egipto com os rolos de papiro que chegavam a vinte metros de comprimento, escritoscom hieróglifos. O termo hieróglifo advém da união de duas palavras gregas: hierós (sagrado) e glyphós (escrita),desde logo uma adoração às palavras.Os indianos faziam livros de folhas de palmeiras. Os maias e os astecas em forma de sanfona, de um material existenteentre a casca das árvores e de madeira. Os chineses, por sua vez, utilizavam rolos de seda para fazer os livros e os romanosescreviam em tábuas de madeira cobertas com cera.

Com o surgimento do pergaminho, feito geralmente de pele de carneiro, tornou-se possível o fabrico de livros comoos que hoje conhecemos, contudo diferentes dos actuais no tamanho, pois eram enormes, e caros, pois necessitavamda pele de vários animais.Mais tarde, embora conhecido há muito tempo na China, o papel chega à Europa e com o invento da prensa de Gutenberg,o livro impresso, feito de papéis costurados e posteriormente encapados, torna-se realidade. Com essa invençãofoi possível fazer vários exemplares dum mesmo livro a um preço acessível, popularizando e democratizando a leitura.No entanto, a história do livro continua.

Desde a antiguidade, o registro da escrita é acompanhado pela religiosidadee pelos privilégios daqueles que de alguma forma mantinham a sociedade sob controle. Isto levou a censuras, como oIndex, da Igreja Católica, e a muitas outras Listas de Livros Proibidos.Adorados desde antiguidade, hoje em dia a evolução continua a dar-se. E-books e audio books são cada vez mais comunse nenhum de nós sabe até onde a história do livro irá. O essencial é que este importante e mágico objecto continuea fazer parte da história da Humanidade, in uenciando-a e adaptando-se a ela.


Passado, presente e futuroEditar

Os livros têm uma longa história que se desdobra há mais de quatro mil anos; este capítulo irá apresentar um breve vislumbre de suas origens remotas. Vamos examinar os termos relacionados ao livro, isso nos dará, além de uma perspectiva histórica, uma compreensão mais profunda sobre ele próprio.

As origens do I ivroEditar

A palavra "book" deriva-se de uma velha palavra inglesa bok oriunda de "beech tree" (faia, tipo de árvore). Em português a palavra livro deriva-se do latim líber. Os saxões e os germânicos usavam as tábuas de faia para escrever, sendo a definição literal de um livro "tábua para escrita". O termo códex, usado para se referir aos livros ancestrais, como, por exemplo, os manuscritos bíblicos, tem origens similares. O termo caudex , é a versão em latim para "tronco de árvore", de onde se tiravam as tábuas que serviram como superfkie de escrita. Quando nos referimos às folhas de um livro, estas nos remetem ao material orgânico da superfície de escrita usada pelos antigos estudiosos egípcios - as largas folhas planas das palmeiras egípcias eram usadas para esse fim. Mais tarde, com o advento do papiro, seus talos foram triturados, entrelaçados c secos, formando uma superfície adequada à escrita, portanto, apta a receber tinta. Podemos dizer que os primeiros designers de livros foram os escribas egípcios, que redigiam seus textos em colunas e já faziam uso de ilustrações. A escrita egípcia não era apresentada na forma de livro como o conhecemos, mas em rolos -as folhas de papiro eram coladas umas às outras e enroladas em forma de cilindro que chegava a medir até 20m de comprimento. O papiro continuou sendo usado em todo o mundo antigo como o principal suporte de escrita, embora amostras de escritas egípcias, gregas c romanas também tenham sido encontradas ern couro e peles secas de animais. Foi provavelmente Eumênio li, rei de Pérgamo (197-158 a.C.) , na A' sia Menor, quem primeiro pesquisou o uso de peles de animais como uma alternativa ao papiro, que teve sua exportação proibida por Ptolomeu Epifânio, de Alexandóa. Os sábios do reino de Pérgamo produziram uma pele de animal (carneiro) com dois lados, que após ser esticada em um caixilho, era secada, branqueada com giz e, então, polida e alisada com pedra-pomes. Daí a origem do pergaminho, de membrana pergamena, per,Rantenu.rn. As origens do códice de pergaminho encadernado podem estar ligadas às antigas práticas gregas e romanas de conectar, ao longo de uma das margens, blocos de madeira cobertos por cera. As propriedades materiais do pergarninho propiciaram o
desenvolvimento do códex. O pergaminho era feito em tamanho maior que o frágil papiro e aceitava ser dobrado sem se danificar. O códex propiciou o fim da tradição do rolo de papiro; a partir dele as folhas podiam ser ligadas borda com borda, dobradas c depois empilhadas e atadas ao longo de uma das margens. A dobra das grandes folhas de pergaminho ao meio criou dois fólios (do latimfoliu termo usado atualmente para se referir ao número das páginas de uma publicação); quando se continuou a dobrar a folha ao meio, foram criadas quatro páginas, conhecidas como in-quarto ou 4to; dobrando-as novan1ente ao meio foram criadas oito páginas in-oitavo ou 8vo. Todos esses termos são usados atuahnente para descrever tamanhos de papel derivados de fo lhas dobradas. Os escribas gregos e romanos seguiram o princípio do papiro egípcio para o códex, ao escreverem as páginas em colunas. A palavra página, usada para denominar o lado de uma folha, advém do latim pagina, que significa "algo atado", refletindo suas origens na encadernação e não no acabamento em forma de rolos, próprio do papiro. O papel, palavra derivada de papyrus ern latim ou pápyros do grego, foi desenvolvido na China por volta de 200 a.C., embora a história oficial chinesa afirme que o papel foi desenvolvido pelo eunuco Tsai Louen, diretor das oficinas imperi ais, em 104 d.C. Os primeiros papéis chineses foram confeccionados com a casca da amoreira ou com o bambu cuja polpa esmagada era transformada em fibras, espalhada sobre um tecido e deixada assim para secar. Por volta de 751 d.C., a produção de papel havia se espalhado pelo mundo islâmico e, por volta do ano 1 000, ele já era produzido em Bagdá. Os mouros levaram seu conhecimento sobre a confecção de papel para a EspanJ1a, c o primeiro moinho de papel da Europa foi fundado em Capellades, na Catalunha, em 1238. Johannes Gutenberg, nascido em Mogúncia, cidade da Alemanha, produziu o primeiro livro europeu impresso usando tipos móveis no ano de 1453. A Bíblia de Gutenberg (bíblia de 42 linhas), impressa em latim, foi fruto de tecnologias diversas. Ele conhecia o trabalho em metal e tinha familiaridade com as prensas usadas para esmagar uvas no processo de fabricação do vinho. Possuía e lia os códex encadernados e sabia da existência do papel. O status não oficial de Gutenberg como "o pai da impressão", deriva de uma visão um tanto enganosa e eurocêntrica * da história. Os tipos móveis fimdidos em molde de areia já tinham sido usados na Coréia em 1241; um livro coreano datado de 1377 exibe a infonnação de ter sido impresso por tipos móveis. Os chineses usavam a irnpressão ern blocos de madeira desde o século VII para produzir cartas de baralho e cédulas de dinheiro, que estavam em circulação desde 960 d. C Enquanto em 868 d. C., um. cânone do budismo Theravada, o livro Trípitaka, foi impresso em papel na China, envolvendo o corte de 130 mil blocos de madeira para impressão xilográfica (tipografia xilográfica). Apesar das discussões acadêmicas sobre a data exata da invenção da impressão, o impacto do livro impresso sobre o desenvolvimento da Europa Ocidental é menos contestável. Desde os tempos dos romanos, o alfabeto ocidental de 22 letras era usado na escrita manual e cada letra, palavra ou sentença de um livro manuscrito era criada individualmente: um artesão, um artefc1to. O tipo móvel e seu descendente, o livro impresso, permitiram que uma única pessoa, após cornpor um texto, pudesse reproduzi-lo. Os primeiros tipógrafos eram responsáveis pela composição e criação do layout das páginas, além de cuidaren1 da reprodução do texto. O livro impresso industrializou a produção da linguagem . O método de irnpressão é mais rápido que a cópia caligráfica e, como consequência, os textos se tornaram economicamente acessíveis e bastante disponíveis.

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